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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

'Excesso de tecnologia esgota o cérebro', diz especialista em viciados na web


O psiquiatra Richard Graham, 48, lidera desde março de 2010 um serviço de atendimento no hospital Capio Nightingale, em Londres, voltado a jovens viciados em tecnologia. A instituição particular tem diferentes tipos de tratamentos para aqueles que não conseguem se desconectar – entre eles, uma internação em que o paciente passa cerca de um mês vivendo no local, sem acesso a computadores.
Graham falou sobre esse tipo de vício que, segundo ele, pode levar até à morte (o médico cita o caso de um britânico que morreu vítima de um coágulo em sua perna depois de tanto jogar no computador). A dependência, de acordo com o psiquiatra, é agravada pelas redes sociais, onde há uma pressão do grupo para que o usuário esteja sempre online.
O excesso de tecnologia esgota o cérebro da mesma forma como acontece com a depressão e como acontece com o uso de anfetaminas, por exemplo, que dão muita empolgação para depois deprimir”, explicou.
Em São Paulo, o Hospital das Clínicas tem um programa gratuito para tratamento de viciados em internet baseado em acompanhamento psicológico e psiquiátrico do paciente. A alternativa, no entanto, não conta com internações.
TESTE: VOCÊ É VICIADO EM INTERNET?
O teste com as perguntas abaixo foi desenvolvido pelo psiquiatra Richard Graham, do hospital Capio Nightingale. Ele afirma que, se responder 'sim' a mais de cinco alternativas, é possível que você tenha problemas com a tecnologia
1 - Você fica online mais tempo do que gostaria, com cada vez mais frequência?
2 – Você ignora e evita seu trabalho e outras atividades para passar mais tempo conectado?
3 – Você checa com frequência mensagens e e-mails antes de algo que precisa fazer, às vezes até se atrasando para refeições?
4 – Você se irrita quando alguém o interrompe quando está tentando fazer algo online ou no seu telefone?
5 – Você prefere passar tempo com pessoas na internet a encontrá-las pessoalmente?
6 – Quando está offline, você pensa muito sobre quando conseguirá se conectar novamente?
7 – Você discute ou se sente criticado por amigos, parceiros e parentes sobre a quantidade de tempo que passa online?
8 – Você se empolga com a expectativa de ficar online e também pensa antecipadamente sobre o que fará quando estiver conectado?
9 – Você prefere atividades na tela a sair e fazer algo diferente disso?
10 – Você esconde ou fica na defensiva sobre suas atividades online?
UOL Tecnologia – E qual seria o uso adequado da tecnologia?

Graham - Hoje, por causa dos smartphones, é difícil conseguir gerenciar o uso saudável da tecnologia. Acho que nenhum de nós sabe quais as diretrizes ideais para isso, mas pensamos que mais de três horas de tela por dia pode fazer com que você queira mais e mais disso.
  

Cada vez mais os diferentes aspectos da tecnologia estão se aproximando. O que parece um jogo é também uma rede social, pois permite conversar com pessoas de todo o mundo. Seus amigos estão nesse jogo, aqueles que o apoiam estão nesse jogo, suas vitórias estão nesse jogo. Da mesma forma, há games disponíveis no Facebook. Por isso o serviço do Capio Nightingale se chama centro de recuperação de pessoas viciadas em tecnologia, e não só de viciados em games.
Clínica britânica cria reabilitação para jovens viciados em videogames
Um hospital britânico lançou um tratamento de reabilitação para adolescentes viciados em videogames, computadores e aparelhos de celular.
O Hospital Capio Nightingale, no centro de Londres, disse que tomou a decisão de abrir esse serviço depois de ouvir diversos apelos de pais preocupados com o tempo que seus filhos dedicam a essas novas tecnologias.
"Os serviços de saúde mental precisam se adaptar rapidamente às mudanças no mundo em que os jovens vivem, e entender o quão seriamente suas vidas podem ser prejudicadas por causa da falta de controle sobre o tempo que eles passam conectados à internet, diante da tela da TV ou jogando videogame", declarou Richard Graham, psiquiatra que comandará o serviço.
Segundo o médico, apesar de outras clínicas oferecerem atendimento para adolescentes, o foco no vício nessas novas tecnologias ainda é raro nos serviços psicológicos.
Quando a criança passa muito tempo viciada nessas novas tecnologias, diz o especialista, "o usuário é comprometido tanto em termos de autoconfiança para enfrentar as demandas da vida no mundo real, quanto fisicamente, em decorrência de uma alimentação pobre e da falta de atividade física".
Atividades
Para reverter este problema, a reabilitação, que atenderá pessoas a partir de 12 anos, incluirá atividades individuais e terapias de grupo.
O objetivo principal será persuadir os pacientes a ampliarem suas atividades sociais e de lazer no mundo real, mantendo-se mais tempo distantes dos computadores e videogames.
O hospital espera ajudar os adolescentes a refletirem sobre sua relação com os equipamentos eletrônicos e sobre como mantê-los desligados.

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Obrigada

Tatiana

obrigada pela colaboração!!!